Os Dias do Fim por Ricardo De Saavedra
Preço: 17,90 Euros
Páginas: 428
ISBN: 9789724622361

Com este romance o fim do Império em Moçambique deixa definitivamente de ser uma nuvem distante e baça.

Wiriyamu, massacre que o padre Adrian Hastings denunciou à comunidade internacional há 40 anos, surge pela primeira vez em livro de autor português n’Os Dias do Fim. Uma parte do romance gira à volta desse escabroso episódio. Os militares e os políticos não são poupados e, nos vários factos que o texto documenta, sempre que os nomes correspondem a pessoas reais, o rigor histórico está presente. Obra de jornalista, acolhe também o rumor e a má-língua, datados e situados, o que confere ao livro mais um condimento de interesse. Os Dias do Fim resulta de uma apaixonada mobilização do naipe de virtuosos que convivem no mesmo homem: o jornalista, o pintor, o poeta e o escritor. Lê-se com entusiasmo esta obra em que a paleta do pintor tece climas e cenários, o rigor do jornalista acerta os ponteiros da história, o poeta tempera a dimensão do sonho e o escritor tudo isso conjuga num quadro final, quase sinfónico.


Ricardo de Saavedra iniciou-se em Lisboa no jornalismo profissional, antes de ser mobilizado para Moçambique como alferes miliciano. Quando saiu da tropa, radicou-se em Lourenço Marques, tendo trabalhado no ensino, no matutino Notícias e numa agência noticiosa. Após a rebelião do 7 de Setembro de 1974 refugiou-se em Joanesburgo, onde colaborou na Rádio RSA e Rádio Suázi, dirigiu uma revista e um semanário. Regressado a Portugal em 1987, ingressou no Diário de Noticias, onde foi fundador e director-adjunto da revista Notícias Magazine, editor executivo e director de publicações especiais, cargo que também exerceu no Jornal de Notícias. Publicou livros de reportagem, poesia, ficção e grandes entrevistas. Escrito no polémico estilo da chamada «literatura híbrida» – onde a ficção se alimenta na carne viva da realidade quotidiana – Os Dias do Fim é o seu primeiro romance. Trata-se igualmente da primeira obra literária de grande fôlego, vista pelo lado de dentro, da descolonização portuguesa.

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